O que acontece quando um brinquedo da Disney estraga

splash mountain

Esse ano aproveitei uma daquelas mega promoções de passagens e resolvi comemorar meus 36 anos na Disney – pra onde tinha ido pela primeira (e única) vez aos 13. Faça as contas. Estava preparada para toda a magia e encantamento do Magic Kingdom, quando em um dos primeiros brinquedos do dia, a Splash Mountain, tive uma experiência diferente e desagradável. O brinquedo parou. E é isso que eu vou contar pra vocês agora: o que acontece quando um brinquedo da Disney estraga.

Antes mesmo de embarcarmos pra Orlando já baixamos o aplicativo da Disney e agendamos os Fast Passes. Alguns brinquedos já não estavam disponíveis, e a Splash Mountain era um deles. Por isso, quando vimos que a fila era de “apenas” uma hora, resolvemos arriscar.

E não tem coisa mais imprecisa que esse cálculo de tempo na fila: às vezes a espera é muito menor, mas muitas vezes ela é maior. Mas como era início do dia e o pé ainda não estava doendo, encaramos no maior bom humor, por mais de uma hora. Embarcamos no carrinho da Splash Mountain na maior alegria, e mesmo que eu tenha curtido o brinquedo há 23 anos atrás, não me lembrava de muita coisa – como as mini quedas no interior da montanha.

Mas aí, na hora da grande subida, que leva à grande queda na água, nosso carrinho parou em frente aos dois urubus e ficamos ouvindo a fala deles sem parar. Algo tipo “tchauzinho, você vai morrer”, repetidas vezes. A princípio achamos que eles davam uma pausa entre um carrinho e outro pra evitar acidentes, mas o tempo foi passando… 10 minutos, 20 minutos… e aí percebemos que tinha alguma coisa errada.

splash mountain
Os urubus da Splash Mountain que avisam que alguma coisa ruim vai acontecer – ininterruptamente, no meu caso

As luzes acenderam, e uma voz no alto falante nos disse para ficarmos em nossos lugares e permanecermos calmos. Foi isso que fizemos, por mais uns 10 minutos.

Até que entraram duas funcionárias, muito sorridentes, e dizem que vão nos tirar dali. Confesso que fiquei meio irritada com o bom humor, afinal estávamos ali sentados há 30 minutos – mais a suposta uma hora de fila – mas, hey, padrão Disney.

Elas começam a tirar os passageiros dos últimos carrinhos, e aí a gente ouve um baque: uma delas bateu com a cabeça naquelas rochas suspensas da Splash Mountain e caiu. A menina levantou correndo, chorando, e se enfiou rapidamente em uma fenda que ficava bem na frente do meu carrinho. O tal do padrão Disney diz que os funcionários não podem chorar ou demonstrar emoções na frente dos hóspedes, apenas sorrir e encantar. Então a menina se escondeu para chorar.

A outra parou de retirar os hóspedes do carrinho, pediu ajuda e também uma ambulância para socorrer a colega.  Logo vieram em auxílio, a funcionária foi a primeira a ser retirada, ainda chorando. Todos os hóspedes foram colocados em fila, e fomos guiados pela mesma funcionária por dentro do brinquedo. Sabe como é a Splash Mountain quando não está em funcionamento? Nada impressionante.

Fiz um vídeo dos hóspedes sendo retirados (que foi o que a memória do celular permitiu). Confere aí:

Passamos por uma porta e saímos no backstage da Disney, onde pudemos ver todos os carros da parada estacionados, funcionários para lá e para cá, enfim, toda a magia desconstruída. Daí pensei: agora vão nos pedir desculpas, nos explicar o que aconteceu, nos compensar de alguma forma. Mas só tinha um rapaz entregando um ticket de Fast Pass e dizendo até logo.

Saí de lá pensando que graças a deus não tinha acontecido alguma coisa grave, mas comecei a fazer cálculos na cabeça: paguei mais de US$ 100 pelo ingresso de um parque com cerca de oito horas de funcionamento (naquele dia tinha evento de Halloween e o parque fecharia mais cedo), e tinha perdido mais de duas horas do meu dia valioso por conta do mal funcionamento de um brinquedo, e não me pediram nem desculpas? Fui até o atendimento ao consumidor, localizado na entrada do parque.

Depois de uma breve fila, fui atendida por uma moça que ficava sentada enquanto eu de pé falava, falava, falava e ela lá, impassível. Após muita argumentação da minha parte, ela me disse que eles não são responsáveis pelo mal funcionamento do brinquedo. Não explicou o que aconteceu, não pediu desculpas, nada. Ou seja, se acontece alguma coisa ruim (ou péssima, tipo a criança que foi morta por um crocodilo em um dos hotéis do complexo), a culpa não é deles.

Então é isso que acontece quando um brinquedo da Disney estraga: seu dia mágico vai por água abaixo, mas a responsabilidade não é deles.

Depois do péssimo atendimento, resolvi que ia aproveitar o dia da mesma maneira. Usei os fast passes que tinha agendado, curti o resto do dia. E o Fast Pass que eles me deram? Usei na própria Splash Mountain, que estava aberta à tarde, e dessa vez não estragou.

***

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2 thoughts on “O que acontece quando um brinquedo da Disney estraga

  1. Que perrengue ein? É complicado a forma que eles tratam o público quando existe algum problema… Muito obrigado pelo post, é bom saber que viagens para a Disney também podem ter problemas 😀

    1. Pois é, Fábio, fiquei bem surpresa com o descaso. Até porque a Disney é referência em atendimento ao consumidor, a gente ouve tantas histórias bacanas, mas na prática não foi bem assim. Mas mesmo assim curti bastante o dia no Magic Kingdom – afinal, nós brasileiros já estamos acostumados com atendimento ruim, né?

      Abraço, obrigada pela visita! 🙂

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